Fundador das Oficinas de S. José (Salesianos), foi um
educador ímpar e, sobretudo, eficaz director de consciências. Vários dos seus
rapazes morreram em odor de santidade, sendo S. Domingos Sávio o mais
conhecido. A vida de S.João Bosco foi um permanente milagre. É humanamente
inexplicável como conseguiu sem dinheiro construir escolas, duas igrejas (sendo
uma a Basílica de Nª Sª Auxiliadora), equipar com maquinaria suas escolas
profissionais, alimentar e vestir mais de 500 rapazes numa época de grande
escassez.
Samuel 11,1-4 a. 5-10a.13-17 ; Sal 50, 3-7.10-11; Marcos
4, 26-34
Depois de ter entendido que O próprio Deus é O Semeador, a
Semente e Quem a faz crescer, eis que Jesus diz que “por si mesma, a terra
produz primeiro a seara, depois as espigas e, a seguir, muito grão de trigo”. Que
restará, então, ao homem fazer para se sentir digno da colheita ? Na verdade,
pouca coisa. Nunca chegaremos a compreender plenamente que “tudo é graça” e
que, sem Cristo, nada podemos fazer. Mas, com S. Paulo, acrescentamos: “Posso
tudo n’Aquele que é a minha força, porque a Sua força actua em mim com poder”.
É-nos portanto possível contemplar com serenidade a obra de Deus.
Como o grão de mostarda, a mais pequena das sementes da
terra, O Reino de Deus sobe, empurra e cresce. A vida em Deus não tem
fronteiras. Ela é surpreendente, cresce mesmo durante a noite. Não é necessário
fazer nada para que isso aconteça. Todavia, O Senhor quer associar-nos à obra
da Sua Salvação; mas sem nunca nos gloriarmos. Temos que confessar : “Somos
servos inúteis, fizemos apenas o nosso dever”. Que belo evangelho, no dia em
que a Igreja celebra S. João Bosco, alguém que acreditava na educação.
Os pais, os professores, os catequistas e todos aqueles que
acompanham o caminho de seus irmãos e irmãs podem encontrar nele o fundamento
da sua esperança, audácia e humildade.