Supõe-se que foi médico e a sua profissão levou-o a
reflectir sobre a transitoriedade dos bens terrenos. Natural de Sebaste,
Arménia, pela sua santidade foi nomeado bispo. Recusou sacrificar aos ídolos e
foi decapitado. É invocado na cura das doenças da garganta: “São Brás bendito,
que se afoga este anjito !”, reza a tradição popular cristã com fé
enternecedora.
2 Samuel 15, 13-14. 30 ;16, 5-13a ; Sal 3, 2-7; Marcos 5,
1-20
“TALVEZ O SENHOR…” (2 Samuel 16,5-13a). Espantoso David !
Oprimido pelas maldições dum homem do clã de Saul, o rei derrotado, David
recusa perturbar-se ; ele até reconhece a verdade dos insultos de Chimei que o apedreja
e chama de assassino. Compreende a condenação dos seus actos pelO próprio
Senhor. É verdade que David já se arrependera e o nascimento dos filhos
mostrou-lhe que Deus continuara a favorecê-lo, mas sabe as suas fraquezas, as
lutas entre os filhos, a traição de Absalão… Sabe que, diante de Deus, ninguém
pode considerar-se justo, e aceita a julgamento de Deus. Como os profetas,
mantém a sua confiança e esperança num “talvez” que lhe reabra o futuro. Sim, o
homem merece a maldição, mas a misericórdia de Deus ultrapassa infinitamente os
nossos méritos.
“PELA FORÇA CRIADORA DA PALAVRA” (Mar.5,7). Que significado
tem para nós a pergunta:“que queres de mim”, dois mil anos depois deste
estranho relato evangélico, que fascinava Dostoievsky ? Não tendo infelizmente
o tempo poder sobre a permanência dO Mal, Jesus pretende afastá-lO de nós. Nós
podemos ser o “lugar” do mal, e Jesus, com a Sua graça e perdão, bem como pela
força criadora da Sua Palavra, afasta aquele que se chama “Legião”, Satanás
multiforme.
Como no deserto de Judá após o baptismo, como no “momento favorável”, no Getsémani, é para nos salvar dO Mal que Jesus, no sentido mais
forte e musculado, O expulsa.