Além do seu trabalho de empregada doméstica, esta humilde
terciária franciscana, exerceu em Cracóvia um apostolado, discreto mas intenso,
junto das empregadas domésticas jovens. Fez votos de castidade perpétua e
entrou na Associação de STA Zita. Durante a 1ª Guerra Mundial tratou os
prisioneiros de guerra sem olhar à nacionalidade ou religião. STA Teresa
d’Ávila e S.João da Cruz eram seus autores preferidos. No diário escreveu,
dirigindo-se a Cristo: “Quero que Tu sejas amado tanto quanto foste
supliciado”. Foi beatificada em 1991.
Jonas 3,1-10 ; Sal 50, 3-4.12-13.18-19 ; Lucas11, 29-32
“LEVANTA-TE E VAI A NÍNIVE…” (Jonas 3,1-10). Pela segunda
vez, O Senhor reitera a Jonas a ordem à qual ele se tinha esquivado. Por vezes
queixamo-nos : “O Senhor persegue-me !” ; não me deixa em paz apesar de eu -
tal como Jonas - fugir para longe e me esconder no âmago de oceanos incógnito,
onde precisamente Ele me procura. O monstro marinho salva-me da morte, mas logo
me vomita na praia sob o olhar d’Aquele de quem fujo, para O ouvir repetir-me :
“Levanta-te e vai a Nínive”. Há salvações tão pesadas como derrotas;
preferiríamos algumas mortes. Hoje há muitos “Jonas” descontentes com a missão
recebida, que sofrem por terem de aceitar a vontade d’outro, que está fora e
para lá da sua própria maneira de ver. “Jonas” é todo o pobre homem que refila,
que resiste, que é forçado, malgrado si próprio; sou eu, é o meu irmão com
múltiplas fraquezas e até cobardias.
Mas, o mais admirável é serem estes “Jonas” que Deus usa
para salvar Ninive. Claro que a salvação não depende só de Jonas, mas é Jonas
que tem de levar a Palavra de Deus : “Vai a Ninive e proclama a mensagem que,
para ela, Eu te dou”. É a Palavra que salva, mas é necessário o profeta, o
mensageiro, para a levar e a pôr em movimento. Fazem falta a Deus o pobre
homem, o doente, o jovem sem meios, o sacerdote, o pai e o avô que sou eu.
RESPONDER AO APELO (Sal 50,3-4.12-13.18-19). “Cria em mim, ó
Deus, um coração puro” (Sal.50,12a). Mais uma vez, a liturgia nos recorda que a
Quaresma é um tempo privilegiado para cooperarmos na re-criação que só pode ser
obra de Deus. Cooperação que implica a disponibilidade aO Espírito, o confronto
com a nossa vida quando nos afastamos dO Senhor, enfim, a escolha de nunca mais
trabalharmos para “o que não sacia” (Isaías 55, 2) e de respondermos ao apelo
de Deus que nunca deixa de nos procurar : “Adão, onde estás tu?” (Génesis 3,9).
E isto para nos restabelecer na dignidade de filhos de Deus,
criados à Sua imagem e semelhança.