Esta “Filha de Maria Auxiliadora”, natural de Turim pedia
a Deus a graça de “permanecer viva até alcançar a santidade”. Exerceu o apostolado
catequético e educativo na Catânia, Sicília, onde João Paulo II a beatificou
(1994).
Deuteronómio 4, 1. 5-9 ; Sal 147,12-13.15-16.19-20 ;
Mateus 5,17-19
EU NÃO VIM ABOLIR, MAS COMPLETAR. (Deut.4,1.5-9). As regras
e proibições suscitam desconfianças. Quando propõe aos Hebreus uma legislação
exigente, Moisés apresenta-a como uma forma superior de sabedoria que elevará
Israel acima dos outros povos que dirão: “Não existe povo tão sábio e
inteligente como o desta grande nação !”. A lei de Moisés, que fez a grandeza
de Israel e explica ainda hoje o seu destino excepcional, transformou-se
verdadeiramente na consciência do mundo. É esta lei vital do povo judeu, tão
expressiva da sua personalidade religiosa, que Jesus veio “completar” ; sem
definir aqui o Seu pensamento só sugere que há mais para lá da lei, para onde a
lei está totalmente orientada.
Na continuação, no evangelho e, mais claramente, nas epístolas
de S. Paulo, é-nos mostrado que esse “mais” é a vida dO Espírito Santo no
coração de cada um, outro nome dO Reino de Deus. A lei prepara o coração para
receber O Espirito, dom de Deus, força divina que eleva a nossa liberdade a
partir do interior, que alivia o peso do mal num êxtase de amor filial, que fará
de nós “filhos de Deus”. A lei prepara a vida para a libertação nO Espírito, e,
em troca, dá-lhe o seu pleno significado, o seu “cumprimento”. Porque recear
então as suas proibições, que mais não são que sinais indicadores dos caminhos
da liberdade?
A moral, toda a moral, só tem sentido se der orientações
para se“adquirir O Espírito Santo”.