Sacerdote da “Congregação do Espírito Santo” (Espiritanos),
é considerado o 2º fundador do orfanato “Órfãos Aprendizes d’Auteuil” (quando
foi nomeado director eram 140 os órfãos e, na data da sua morte, já eram 1400).
Conseguiu-o à custa de muito trabalho e imaginação, colocando-se sempre nas
mãos de Deus e da sua intercessora STA Teresinha do Menino Jesus.
Tiago 5, 9-12 ; Sal 102,1-4. 8-9.11-12 ; Marcos 10,1-12
BENÇÃO (Salmo 102). O Salmo coloca-nos num ambiente de
benção. Se o homem pode bendizer Deus é porque Deus o abençoou primeiro :
dando-lhe a vida (Génesis 1), recriando-o em Cristo (Efésios 1, 5). Que será
dar graças, senão maravilhar-se com o que este Deus é , e com o que Ele cumpriu
- como se canta nos versículos 1-4. 8-9. 11-12 escolhidos? O salmista exorta-se
a si próprio no mais íntimo. A benção implica descer àquele lugar do coração
onde O Espírito está a agir, onde o acto de fé, de esperança e de caridade se
torna possível, até no meio do sofrimento e dos combates.
O QUE DEUS UNIU, NÃO O SEPARE O HOMEM (Marcos 10,1-12). Jesus
reconduz-nos aqui a um valor hoje fora de moda, mas essencial: a fidelidade,
que tem por fonte o amor e a confiança ; é-se fiel por acreditar no outro. E se
é verdade que somos fracos e inconstantes, Deus, pelo contrário, permanece fiel
porque o Seu amor por nós é eterno e o Seu olhar aguarda-nos sempre. Múltiplas
vezes Ele renovou a Sua aliança, quebrada pelo povo de Israel, e é Cristo que
junta pessoalmente cada um de nós numa aliança eterna.
Pelo dom que Ele faz de Si mesmo, Jesus guarda-nos na Sua
fidelidade e, é nela, que marido e mulher se recebem um ao outro.