Liturgia Semanal

Inspirado nas Meditações Bíblicas. Irmãs Dominicanas de Taulignan. Supl. Panorama. E. Bayard. Paris.

21 de dezembro de 2013

IV DOMINGO ADVENTO – 22/DEZEMBRO/2013 SEMANA DO NATAL STA FRANCISCA XAVIER CABRINI (1850-1917).



Fundadora das “Irmãs Missionárias dO Sagrado Coração”, partiu com mais seis irmãs para os Estados-Unidos, em 1889, a fim de auxiliarem os compatriotas italianos confrontados com situações de muita miséria, país onde fundou escolas, hospitais e orfanatos. Em 1909 naturalizou-se cidadã americana. Padroeira universal de todos os imigrantes, foi a primeira norte-americana a ser canonizada, em 1946, pelo Papa Pio XII.

Isaías 7,10-14 ; Sal 23,1-6 ; Romanos 1,1-7 ; Mateus1,18-24

NO MISTÉRIO DO AMOR “Quais são as tuas raízes ?” A pergunta das origens é transversal nos debates da sociedade e, por vezes, pode ter até carácter discriminatório. Origem dum imigrante à procura de asilo, origem de uma criança de pai incógnito, a origem, camuflada ou procurada, diz muito de cada um e inscreve-o na sua história singular de homem. Mateus, ao declinar a genealogia de Jesus no início do seu evangelho quer dizer-nos algo deste género. Jesus fez-Se homem ali, Filho de David, Filho de Abraão (Mat.1,1), saído de uma longa linhagem de homens e mulheres, entre os quais alguns nem sequer pertencem à casa de Israel. Mais notável ainda é ler-se este episódio a poucos dias do Natal.


Quando vamos festejar o nascimento dO Filho de Deus, a liturgia lembra-nos que a filiação humana de Jesus une carne e história: José, Filho de David, tu vais dar o nome a este Menino e oferecer-lhE uma origem humana ! Partilhareis ambos este belo nome : “Filho de David. É por ti, José, que o nome e a história vão impregnar a carne humana da criança, nascida de Maria. Que aprendemos aqui sobre a nossa humanidade? Feitos de carne e de história, cada um é chamado, na sua história singular, a tornar-se filho pelO Espírito, no encalço de Jesus. Mistério do ser humano que escapa a todas as DOC (Denominações de origem controlada)!

Aprendamos sem nos cansarmos que, no baptismo, mergulhámos no mistério do amor recebido e partilhado e ganhámos a Vida.