Sacerdote polaco, natural de Kenty, professor na Univ.de
Cracóvia, ao qual João-Paulo II tinha especial devoção. Generoso e compassivo
com os pobres, ajudava os alunos nas necessidades físicas, espirituais e
académicas. Na peregrinação de 1997 à Polónia João-Paulo II disse a seu
respeito: “Conhecimento e sabedoria buscam aliança com a santidade”. Padroeiro
dos professores, estudantes, sacerdotes e peregrinos.
Malaquias 3,1-4. 23-24 ; Sal 24, 4bc-5ab. 8-10.14 ;
Lucas1, 57-66
O DIA DA VERDADE (Malq.3,1-23-24). O capítulo 3 do Livro de
Malaquias encerra o Antigo Testamento: são as últimas palavras da Bíblia
judaica. E elas deixam-nos uma palavra de esperança : Deus não Se cansa de nos
enviar mensageiros. Na aproximação dO Natal, Malaquias exorta-nos a ficarmos
bem atentos aos homens e mulheres que Deus nos envia, não para punir mas para
salvar. O Seu “dia grande e terrível” é o dia da verdade. E este “dia”, é o
nascimento de uma criança deitada numa mangedoura. Todo o encontro de Deus com
o povo eleito se resume assim : “Lembrai-vos da Lei de Moisés” (Malaq.3,22). Esta
lembrança cumpriu-se em Belém. Deus fez-se pequeno, para que nós crescêssemos
com Ele: eis que chega o dia da verdade.
“SEU NOME É JOÃO”
(Lucas 1,57-66). Para surpresa dos familiares, João não recebe o patrónimo
familiar e o anjo dá-lhe um novo nome. João fica como que separado da geração
dos pais : ele vai iniciar um tempo novo. O nome significa o mistério da
pessoa, exprime o seu ser único aos olhos de Deus e a sua vocação própria. João
(literalmente significa “O Senhor dá graça”) é já anúncio da plena misericórdia
de Deus, dada em Jesus. A evocação de João, “voz que grita no deserto”, está
sempre ligada à de Cristo a quem precede : João aponta para a vinda dO Verbo e
prepara-a.
É preciso, escrevia STO Agostinho, “que a voz se antecipe e
traga O Verbo”.