Eleito Papa em 314 teve trabalhar com a forte
personalidade do imperador Constantino I que, pelo Edito de Milão (313), tinha
dado liberdade de culto aos cristãos mas intervinha nos assuntos da Igreja.
1 João 2, 18-21 ; Sal 95,1-2.11-13 ; João1,1-18
O TEMPO DA RELEITURA (1 João 2,18-21). João faz-nos apelo ao
discernimento. Um cristão é alguém que exerce o o seu julgamento. O fiel não
toma ingenuamente tudo o que parece bom. Porque recebemos O Espírito no dia do
baptismo e da confirmação, nós temos a capacidade de reconhecer o que vem de
Deus e o que vem do demónio.
NA NOITE DOS TEMPOS (João 1,1-18). É sempre à cabeceira do
ano que agoniza que lemos o mais solene e mais santo dos prefácios. Todos nos
dizem que tudo recomeça sem cessar, que no fundo nada muda e que apesar de
todas as festas artificiais e febris que se celebram no mundo, todos se
aborrecem. Bem-aventurados os que renovam os corações e renovam o próprio tempo
no eterno começo de Deus ! Na origem da História do universo, que nunca
conheceremos e que, às vezes, nos pode causar medo, está a Palavra, está a Luz.
Está Deus - Deus e um Menino - está Deus feito homem, estão as testemunhas que
Ele nos envia e, n'Êle, a possibilidade de todos os homens se tornarem filhos
de Deus. Como é bom sabermos isto, em segredo ! É suficiente para que O
possamos ver - afastados de todos os “reveillons”, sem sentido - e vê-lO com
mais clareza.
Ó, como é de facto absolutamente luminoso, este entardecer,
na noite dos tempos !