Liturgia Semanal

Inspirado nas Meditações Bíblicas. Irmãs Dominicanas de Taulignan. Supl. Panorama. E. Bayard. Paris.

18 de janeiro de 2014

I DOMINGO DO TEMPO COMUM – 12/JANEIRO/2014 BAPTISMO DO SENHOR; BTO PEDRO FRANCISCO JAMET (1762-1845).



BAPTISMO DO SENHOR O começo do ano é um período de votos, formulados por vezes de forma mecânica. A frase de Jesus, porém não é um desejo, mas uma ordem a João que recusava baptizá-lO : “Convém que cumpramos toda a justiça”.
BTO PEDRO FRANCISCO JAMET (1762-1845). Depois da Revolução Francesa, este antigo padre refratário restaurou e expandiu o Instituto do Bom-Salvador de Caen, dedicado a cuidar dos deficientes físicos e mentais. Ele preocupava-se com as e os jovens surdos mudos. Beatificado em 1987 por João-Paulo ll.

Isaías 42,1-4. 6-7 ; Sal 28,1-4. 9b-10 ; Act.10, 34-38 ; Mat.3,13-17

“…E ÉS TU QUE VENS A MIM ! ”(Mat.3,13-17). Podemos deter-nos no diálogo que se inicia entre João e Jesus. Manifestamente, João, o maior dos profetas, reconheceu em Jesus aquele a quem tinha por missão anunciar e a quem não era digno de“descalçar as sandálias”. A decisão de Jesus em juntar-Se à multidão para dele receber o baptismo de arrependimento, só podia confundi-lo. A sua visão de um Deus justiceiro, a sua percepção da santidade eram abaladas por este gesto de humildade deliberado de Jesus que O tornava solidário com a humanidade inteira mergulhando nas águas do Jordão, símbolo quer de morte e caos quer de vida e regeneração.


Uma vida chamada a integrar-Se num “faça-se”, para se cumprir a justiça de um ajustamento à vontade de Deus. Neste contexto em que Cristo é investido na função messiânica pelo testemunho dO Pai e dO Espírito, deixemo-nos reunir por Ele segundo as Suas próprias modalidades, mesmo que elas nos desconcertem pelo seu carácter inesperado, simplicidade ou discreção. Aprendamos a abandonar as nossas representações habituais de Deus para acolhermos O Deus de compaixão e misericórdia maravilhando-nos com a Sua grandeza e a Sua proximidade em Jesus : Ele, “que era de condição divina” e que “se esvaziou a Si mesmo” (Filip.2,6-7). O que nos obriga a ter bem presentes as falsas representações de Deus que O ocultam e nos impedem de O acolher aqui e agora, quando Ele Se manifestar no “murmúrio de uma suave brisa” (1Reis19,12), ou Se der a conhecer no rosto dum dos nossos semelhantes.

Não teremos igualmente que escutar para descobrirmos que Ele pode ter necessidade de nós, quando consideramos precisar d’Ele ? Necessidade de nós para a incarnação do Seu amor, o anúncio da Boa-Nova e a chegada da luz da salvação às trevas humanas.