STA MARGARIDA, da HUNGRIA (1242-1270).“Aprecio
infinitamente mais O Rei do Céu e a inconcebível felicidade de possuir Jesus
Cristo do que a coroa que me oferecia o rei da Boémia”, escreveu esta dominicana,
irmã mais nova de STA Cunegundes da Polónia e sobrinha de STA Isabel da
Hungria.
STA PAULA (347-404). S.Jerónimo convenceu esta viúva
romana a consagrar a sua vida, depois de já ter criado os filhos. Com a filha,
futura STA Eustochium, foi para Belém onde fundou 2 mosteiros.
Isaías 8, 23b--9.3 ; Sal 26, 1. 4.13-14 ; 1Coríntios
1,10-13.17 ; Marcos 4,12-23
“O POVO QUE ANDAVA NAS TREVAS VIU UMA GRANDE LUZ…” (Isaías
8,23). Jesus inicia a Sua vida pública. A profecia de Isaías para o povo que
caminhava nas trevas realiza-se. João Baptista fora preso e “a partir desse
momento”, Jesus surge: põe-Se a proclamar a a iminência dO Reino de Deus. A
partir daí, tudo muda para Jesus, para os Seus contemporâneos e para a história
da humanidade: Deus revela-Se como Pai; O Filho é um homem no meio do Seu povo;
O Espírito colabora na difusão da Boa-Nova.
Jesus chama os discípulos. Desde o início, O Filho de Deus
não ficou sózinho. A fim de assumir a Sua missão escolheu homens e mulheres
para com Ele anunciarem o Evangelho. Juntos percorrem toda a Galiléia ensinando
nas sinagogas, proclamando a vinda dO Reino e curando os doentes. Os
“pescadores de homens”, companheiros da 1ª hora foram Simão-Pedro e o irmão
André e Tiago e João, filhos de Zebedeu, Ah, se os nossos nomes pudessem
continuar hoje esta lista ! Mateus dá-nos neste evangelho duas indicações muito
concretas. A primeira, é a insistência sobre o lugar geográfico da pregação de
Jesus: Galileia terra de miscigenação étnica, longe do “establishment”
religioso e social do Seu tempo. A segunda é a citação de Isaías (Isa.8,23) que
fala precisamente destes territórios tornados província da Assíria em 734~732
a.C. Assim Mateus põe a pregação de Jesus na perspectiva do cumprimento das
promessas de Deus a respeito do Seu povo. Com a vinda de Cristo já não se trata
de uma libertação pontual mas de uma libertação definitiva das trevas da morte
e do pecado. Talvez possamos deter-nos nas oposições luz- trevas, imobilismo (posição
sentada)-movimento (erguer-se, caminhar, seguir). Deixemo-las entrar nas
profundezas da nossa vida, pois o acolhimento da luz que nos é pedido não é
primeiro de ordem moral. Trata-se sobretudo de voltar-se para alguém, para
Cristo, “luz nascida da luz”, e perceber a dimensão do dom que a Sua presença e
chamamento constituem. Uma presença que nos transforma se o consentirmos e
incita a “mudar-nos” para os lugares interiores e exteriores de “miscigenação” e
de criatividade, afim de a Boa Nova dO Reino se difundir.
Para ser assim, criemos raízes na oração, na meditação das
Escrituras e no melhor da tradição da Igreja, capazes de vencer os medos e de
caminhar para o desconhecido, como fizeram Simão, André, Tiago e João.