3º DIA do “OOUC”:JUNTOS, NÃO NOS FALTA NENHUM DOM DA
GRAÇA. Deus fiel, nós Te bendizemos por nos dares todos os dons necessários
para nos elevarmos à dimensão de Cristo na Sua plenitude : a sabedoria, os dons
de serviço e o pão que nos concedes. Ajuda-nos a ser sinais da abundância dos
Teus dons, e refaz-nos na unidade a fim de transmitirmos os benefícios dO Teu
Reino eterno nos lugares de sofrimento e de miséria.
S. SEBASTIÃO (Séc.III). Este brilhante oficial romano
socorria os cristãos perseguidos pelo imperador Diocleciano. Denunciado, foi
alvos dos arqueiros, mas só às bastonadas foi finalmente morto.
S. FABIÃO, Papa (200-250). Eleito sem que ninguém
esperasse, depois de pousar-lhe na cabeça uma pomba, considerada sinal dO
Espírito. Morreu na prisão durante a perseguição do imperador Décio.
1 Samuel 15,16-23 ; Sal 49, 8-9.16bc-17. 21. 23 ; Marcos
2,18-22
LIBERDADE E DISCERNIMENTO (Marc.2,18-22). O Evangelho de hoje
é um evangelho de liberdade. De uma liberdade que se enraíza num caminho de
discernimento, prosseguido à luz e em função da presença de Cristo ressuscitado.
Jejuar ou não, preferir o antigo ao novo não é em si o mais importante. Não se
trata de cair nem na rotina, por medo ou falta de imaginação, nem muito menos
numa fuga para a frente rejeitando sistematicamente as práticas marcadas pela “desgaste”
do tempo. O que, pelo contrário, é essencial está na escuta“do que O Espírito
diz às Igrejas” (Ap.2,11) e a cada um de nós, aqui e agora.
Temos que agradecer pelos bens que recebemos por meio da
nossa Mãe, a Igreja. São dons sem preço. O que seria da vida sem os meios de
santificação que são para nós os sacramentos ? Como seria possível conhecer-se
o ensino de Jesus se ele não tivesse sido guardado com tão grande fidelidade,
pela Igreja ? A Igreja é santa apesar das fraquezas dos seus filhos - que
sempre são só pessoais - ainda que as faltas tenham grande influência no resto
dos irmãos. Mas como “pelos frutos se conhece a árvore”, são incontáveis os
fiéis, vivos e mortos, que vivem (ram) a sua fé heroicamente !
De facto, quantas mães não levam adiante as famílias, cheias
de fé e generosidade, esquecidas de si ; quantos trabalhadores de várias
profissões não santificam o seu trabalho; quantos estudantes não realizam
apostolado, caminhando sem vergonha contra o “socialmente correcto”; quantos
doentes, em casa ou no hospital, não oferecem com alegria e paz as suas vidas e
dores pelos irmãos...?