Natural de Rennes, França, este jovem tipógrafo, membro
activo da JOC, foi requisitado em 1943 pelos alemães para o STO (Serviço de
Trabalho Obrigatório). O seu comportamento cristão clandestino, de apoio moral
e ajuda aos companheiros, levou a que fosse preso e julgado. Considerado
“demasiado católico”, foi deportado para Mauthausen onde morreu de esgotamento
no dia de S.José. João-Paulo ll beatificou-o em 1987.
2 Sam.7, 4-5a.12-14a.16 ; Sal 88, 2-5. 27. 29 ; Rom.
4,13.16-18. 22 ; Mat.1,16.18-21.24a ou Luc. 2, 41-51a
A FÉ DE ABRAÃO (Rom.4,13.16-18.22). “Abraão acreditou em
Deus e isso foi-lhe atribuído à conta de justiça” (Rom.4,3). Para Paulo, Deus
manifestou a Sua justiça ressuscitando O Seu Filho Jesus : n’Ele reconciliou-Se
com todos os homens, reajustados ao Seu amor e tornados justos. Todos são
convidados a confiarem n’Ele e a responderem pela fé. Ora o exemplo perfeito do
justo pela fé, é Abraão, patriarca que viveu muito tempo antes de Jesus e que
evidentemente não O conheceu. Mas Abraão acreditou em “Deus, que dá a vida aos
mortos e chama à existência o que não existe”. Ele pressentiu que Deus oferece
o Seu perdão a todos os homens e constrói um mundo novo. Nenhuma geração ficará
privada do amor manifestado em Cristo.
“JOSÉ ERA UM HOMEM JUSTO” (Mat.1,16.18-21). Fidelidade de
José, fidelidade do homem justo por excelência. Ao tornar-se o pai da família
de Jesus, precisamente por causa da sua fidelidade a Deus, que lhe diz para
nada temer, S. José recebe não apenas Cristo por herança, mas o mundo que todos
somos e que ele guarda sob o seu olhar. Se há séculos invocamos a sua protecção
e ajuda, em tudo o que queremos confiar-lhe, é também por nos apoiarmos na
dádiva mais preciosa que ele nos dá: a dádiva da fé que sabe “esperar contra
toda a esperança”. As poucas palavras do evangelho dedicadas a S. José são uma
fresta aberta sobre a imensa paisagem do A.T. Nele, José O Patriarca, Provedor
no Egipto do seu povo faminto, exulta : eis o descendente futuro no qual ele se
realiza plenamente. E os membros bem concretos do pequeno povo dos humildes,
desses justos que cada um à sua maneira tentou dizer sim aO Deus que os
chamava, também eles, em José de Nazaré realizam o anelo das suas vidas. Maravilha
! Imensa surpresa e alegria de todos os humildes, de todos os “Josés” de ontem
e de hoje que, ao lado de Maria, fazem subir do seu coração outro “Magnificat
!”, agora masculino, que o nosso tempo tanto necessita. S.José está aqui... mas
oculto, para, à sua maneira, estar mais presente na nossa vida. Feliz
permanência de S.José entre nós, em cada um de nós, se quisermos prestar-nos à
humilde e sublime tarefa que Deus nos confia no coração do mundo e da Igreja !
S.José, varão feliz a quem Deus entregou a guarda de Maria,
Virgem das virgens, e de Jesus, a própria inocência encarnada, alcança-me de
Teu Filho a graça de permanecer livre de todos os vícios e de ser fiel à minha
vocação cristã !