Nascido na Cidade Santa, autor das“Catequeses
mistagógicas” para formação dos catecúmenos e novos cristãos, explicando os
“como” e os “porquês” de cada oração do baptismo, do crisma, da penitência, dos
sacramentos e dos mistérios do cristianismo, ditos dogmas da Igreja. Bispo de
Jerusalém durante 35 anos, foi expulso três vezes da cadeira episcopal pelos
inimigos e os hereges “arianos”. É Doutor da Igreja.
Isaías 1,10.16-20 ; Sal 49, 8-9.16bc-17. 21. 23 ; Mateus
23,1-12
“VINDE AGORA E ENTENDAMO-NOS…” (Is.1,18). O ponto mais
importante da profecia de Isaías é este convite de Deus ao diálogo : “Vinde
pois e entendamo-nos, diz O Senhor”. Nas relações com Deus, tal como na vida
dos homens, nos momentos difíceis e nas ameaças de guerra, nada está perdido
enquanto o diálogo não for interrompido, diálogo que é necessário manter a
qualquer preço. O nosso diálogo com Deus é a oração. Quanto menos procurarmos O
Senhor na oração e menos O desejarmos, maior será a distância a separar-nos
d’Ele, mais vulneráveis ficaremos aos desvios que Jesus denuncia e que, por
isso, se desenvolverão.
Quem se esforçar por estar em contacto com Deus numa oração
humilde, verdadeira, não será como os que dizem mas não fazem pois fará mais do
que diz. Sentar-se-á, apenas pelo seu exemplo, sem até o saber,“na cadeira de
Moisés”, como mestre escutado e testemunho vivo. Será ele que levará o fardo pesado, para os outros
“não terem que levantar um dedo”, pois, no diálogo com Deus, que o alimentará,
há-de crescer-lhe no coração o amor do próximo.