Raptado com 16 anos da sua casa na Grã-Bretanha foi
vendido como escravo na Irlanda de onde conseguiu fugir passados 6 anos. Já
clérigo, este discípulo de S.Germano d’Auxerre, voltou à Irlanda onde fundou
numerosos mosteiros e da qual é o Padroeiro principal, juntamente com STA Brígida
e S. Columba.
Daniel 9, 4b-10 ; Sal 78. 8-9.11.13 ; Lucas 6, 36-48
“TODOS NÓS PECÁMOS, SENHOR !” (Daniel 9,5). Rezamos sós com
Deus, tal como Daniel, mas dizemos “Pai Nosso” e, ao confessar os pecados,
fazê-mo-lo solidariamente com todos os membros da Igreja. No “eu pequei” está
incluído o“nós pecámos”. Quando nos compenetramos desta realidade, quando ganhamos
consciência da solidariedade no mal - sem isso se opor à responsabilidade
pessoal - sentimo-nos igualmente solidários no perdão. Ao receber o perdão do
padre, em nome de Deus, sei que o perdão é para toda a Igreja. Como posso então
julgar e condenar os meus irmãos, recusando perdoar-lhes ? Terei consciência
que a medida que me é dada, está cheia, a transbordar, por não se destinar só a
mim ?
“UMA MEDIDA TRANSBORDANTE…” (Luc.6,36-48). À imagem da
medida do amor de Deus por nós, a caridade na qual Cristo nos convida a entrar
- segundo a qual Ele quer que desejemos viver - tem uma medida “transbordante”.
Uma medida que não especula, que abre espaços de bondade, de generosidade, de
partilha, sem olhar para trás, sem retornos calculistas.
A Quaresma é um tempo em que, ao “privarmo-nos”, o fazemos
para alargar o coração, suspender os julgamentos, podar os ramos secos e dar
lugar à misericórdia.