STA MARIA EUGÉNIA DE JESUS (1817-1898). Depois da
separação dos pais e da morte da mãe, vítima da cólera, abandona a prática
cristã mas recuperou-a após uma prégação quaresmal na catedral de Notre-Dame.
Fundou a “Congregação das Religiosas da Assunção” a quem deu duas prioridades:
a adoração (que venha O Teu reino) e a educação (com duas vertentes: o reino de
Deus, princípio e fim de tudo, e a sociedade cristã que O ame e sirva).
OS 40 MÁRTIRES DE SEBASTE (séc.IV). Soldados mortos em
Sebaste, capital da Arménia, no reinado de Lucínio que, depois de ter sido derrotado pelo
piedoso cunhado Constantino, descarregou a sua fúria nos cristãos. Os soldados
da XII legião, formada por cristãos de várias regiões do império romano, foram
obrigados a adorar os deuses: 40 recusaram e - era inverno - foram atirados nus
num tanque gelado onde morreram devagar. Só um renegou mas o carcereiro
Gorgório, que tocado se convertera, substituiu-o no martírio.
Levítico 19,1-2.11-18 ; Sal 18B, 8-10.15 ; Mateus 25,
31-36
“EU SOU O SENHOR” (Lev.19,1-2.11-18). Conhecemos as palavras
da 1ª leitura: roubo, mentira, fraude, perjúrio; opressão, exploração, retenção
do salário, abuso dos fracos; ilegalidade, favoritismo, injustiça, calúnia,
morte; ódio, fraqueza, vingança, rancor. O que caracteriza o texto é ser, cada
uma desta série de palavras, pontuada com o refrão: “Eu sou O Senhor”. A
repetição desta frase, tão forte e tão simples, faz-nos entrar no fundo de nós
mesmos e ajuda-nos a ir à raíz do mal: tudo o que aqui nos é descrito, é
contrário a Deus. Deus é diferente; não é possível ser de Deus e agir assim.
Os filhos de Deus, não podem tratar-se desta forma uns aos
outros. Quando o fazem deixam de pertencer a Deus e, portanto, cessam de ser
eles próprios. Os versículos do Salmo19 celebram a Lei - “Tora”, em hebreu -
palavra formada sobre uma raíz que significa “visar”, “dar a direcção”, “jorrar
água”. Não admira pois que o salmo a cante como “lei” que “restitui a vida”,
“dá sabedoria”, “ilumina os olhos”. Não é ela que possibilita, a nós e aos
outros, ajustar-nos a Deus, sem dispersarmos nem fugirmos à nossa precaridade
humana ?
Mas é-nos ainda necessário escutar esta Palavra com a
inteligência do coração, habitado pelO Espírito criador e recriador.