Monja polaca, fundadora da congregação das “Irmãs Servas
do Bom Pastor”, especialmente dedicada ao apostolado das prostitutas. Beatificada
por João Paulo II em 1997.
2 Reis 5,1-15a ; Sal 41, 2-3; 42, 3. 4 ; Lucas 4, 24-30
“SE ELE TIVESSE PEDIDO ALGO DIFÍCIL…” (2 Reis 5,1-15a
;Luc.4,24-30). Confundimos simplismo com simplicidade. Somos feitos assim :
quanto mais complicada é uma coisa mais profunda a consideramos. E, todavia,
nós cristãos sabemos que Deus é a Simplicidade infinita, e que o nosso
progresso na vida do espírito começa com o desprendimento, para, à Sua imagem,
nos tornarmos simples. Para se descobrir a profundidade duma coisa é necessário
desembaraçá-la daquilo que a complica. Isto é ainda mais verdade no que
respeita às relações com Deus, como se constata nas duas leituras.
“Dizia para comigo (confessa Naamã) que o profeta falaria
assim... que faria isto e aquilo…” Os habitantes da Nazaré também não
acreditaram que O Messias seria aquele seu conterrâneo, sem história, da sua
aldeia... que eles conheciam por trabalhar com S.José. Temos aqui um bom
exemplo de situações com complexidades inúteis que nos cegam. Tudo começa na
cabeça, com a imaginação a gerar ideias que nos endurecem e se transformam em
preconceitos que nos bloqueiam e impedem de reconhecer Deus quando Ele vem
visitar-nos: simples, simples como Ele é. Possa eu ter a meu lado, como Naamã,
bons “servidores” que me mantenham no caminho da verdadeira simplicidade :
agora com a primavera será talvez suficiente olhar para uma flor em botão.
Será porém necessário encontrar tempo para nela se reparar e
poder vê-la como sinal !