Diácono, evangelizava a Pérsia com o seu bispo e
convertia muitos magos e sacerdotes adoradores do deus sol. O rei Varanes
proibiu-o de continuar a fazer prosélitos mas ele recusou obedecer-lhe.
Torturado, sofreu o sacrifício da empalação, sem renegar a fé.
Isaías 65,17-21 ; Sal 29, 2. 4-6.11-12a.13b ; João 4,
43-54
A VIDA É UM CAMINHO PARA A FÉ PURA. As leituras desta semana
começam com a nota feliz de Isaías que nos faz antecipar a Páscoa e a alegria
da renovação de todas as coisas no mistério de Cristo. Isaías descreve-nos a
felicidade escatológica e, no evangelho, S. João, no milagre da cura do filho
do funcionário pagão que prefigura todos aqueles que serão baptizados, faz-nos
contemplar as suas primícias. Por duas vezes, o funcionário real acredita em
Jesus. Primeiro, ao ouvi-lO dizer: “Vai, o teu filho vive”. Depois, ao chegar a
casa e constatar a cura do filho. Será que a fé deste homem na palavra de Jesus
não era verdadeira ? Claro que era ! Só que acreditar não é o mesmo que
carregar num interruptor. A nossa fé é um caminho de crescimento, com combates
difíceis e progressos inesperados.
Na Sua misericórdia, Cristo envia-nos sinais para nos
dinamizar a fé. Todos caminhamos para a luz, o amor, a vida. Agradeçamos-lhE os
Seus dons, sem todavia nos apegar-mos a eles. O Senhor convida-nos à fé pura. Tal
como o oficial romano, ser-nos-á necessário acreditar, ou melhor, será
necessário que deixemos entrar em nós o dom da fé ; então, na Páscoa, a vida
nova penetrar-nos-á e a luz iluminará tudo à nossa volta.
Aparentemente isto é coisa pobre e pequena e acontece sem
nada de extraordinário visível exteriormente, mas, ainda que seja só um pequeno
passo interior, criará em todos os que a ela se abrirem uma rede da graça
invisível tão sólida que será capaz de manter o mundo e os homens vivos, na
força dO Ressuscitado.