Eleito imperador da Áustria-Hungria, em 1916, tentou pôr
fim à loucura mortífera da Primeira Guerra Mundial. Morreu exilado na ilha da
Madeira. João-Paulo II beatificou-o em 2004.
Ezequiel 47,1-9.12 ; Sal 45, 2-3. 5-6. 8-9 ; João 5,1-3a.
5-16
“SENHOR, NÃO TENHO NINGUÉM PARA ME LEVAR À PISCINA…” Era a
“lei da selva”, pois até naquela multidão de doentes só os mais fortes podiam
chegar primeiro e ser curados. Situação espantosa que, no meio de tanta
fragilidade, ainda o poder se imponha ! Mas Jesus vê as coisas de outra
maneira. Ele nâo tem necessidade de mergulhar o doente na água; é a Sua própria
palavra que cura e dá a vida. A regra de“o primeiro a chegar, será o primeiro a
servir-se” fica abolida. Numa sociedade onde só os fortes conseguem encon-trar
um lugar ao sol, e à custa dos mais pequenos, este evangelho recorda-nos como
“cada um tem o seu lugar” e quanto Jesus “cuida dos mais frágeis”.
Aprendamos a ajudar-nos uns aos outros a pôr-nos de pé.
“Toma a tua enxerga e caminha !” Para interiorizarmos bem a mensagem das
leituras de hoje tentemos “experimentar” o mistério da água, mais com o corpo e
o coração do que com a mente. Talvez ela nunca nos tenha verdadeiramente
faltado. Talvez tenhamos tido sempre água suficiente para beber, para nos refrescar,
lavar, mergulhar. No mundo em que vivemos esta resposta imediata da água a
todas as nossas necessidades faz-nos esquecer a dependência vital que dela
temos.
“Nossa irmã água”, dizia S.Francisco ; nós podemos dizer:
nossa mãe água. Não é por acaso O Espírito Santo se chama “Água viva” ; não é
em vão que O Coração de Cristo está aberto para dele jorrar água viva.