S. FRANCISCO DE PAULA (1416-1507). Eremita aos 19 anos,
amigo da solidão e de Deus, viveu 6 anos numa gruta e depois obteve licença do bispo para
construir um mosteiro no “monte Paula”,
origem da “Ordem dos Mínimos”. Este taumaturgo “eremita da Caridade”,dedicava-se
inteiramente a socorrer o próximo. Em 1562, os calvinistas profanaram a sua
sepultura e queimaram o seu corpo incorrupto.
S. FRANCISCO COLL (1812-75). Este irmão pregador catalão
foi um grande evangelizador, numa época violentamente anti-clerical. Fundou a
congregação de ensino das “Dominicanas da Anunciação”. Canonizado pelo Papa
Bento XVI em 2009.
Isaías 49, 8-15 ; Sal 144, 8-9.13cd-14.17-18 ; João
5,17-30
“MEU PAI TRABALHA CONTINUAMENTE…” S.João inicia aqui uma
longa meditação sobre o mistério de Jesus, na dimensão mais profunda da
filiação divina, da relação de Jesus com O Pai no seio de uma distinção das
Pessoas, não menos essencial. Cita uma parábola vivida pelo próprio Jesus ; a
parábola do aprendiz e do mestre artesão : “O Meu Pai está sempre a trabalhar”.
O verbo utilizado sugere o trabalho operário de um artesão. O mestre artesão
ama o aprendiz, “mostra-lhe tudo o que ele faz” e ensina-lhe todos os segredos
da sua profissão. O aprendiz “está sempre com ele”, imita tão perfeita quanto
possível cada um dos gestos que vê fazer ao seu mestre e evita alterar seja o
que for.
“O Filho não pode fazer nada por Si próprio; Ele faz apenas
o que vê fazer aO Pai”. É assim Jesus com O Seu Pai; recebe tudo d’Ele e age
tão identificado com Ele que se torna igual a Ele : “O Pai ressuscita os mortos
e dá-lhes a vida, O Filho também dá a vida a quem Ele quiser”. Jesus é
verdadeiramente igual aO Pai e por isso Ele é “O Seu Enviado”. Aqui entramos no
cerne do cristianismo, no centro do mistério profundo dO Deus manifestado ao
mundo, da transcendência divina que se anula a Si mesma para, em Jesus, se
tornar acessível : rosto do Abismo sem rosto, Palavra de homem, portadora dO
Verbo criador do mundo. Jesus “trabalha” tal como O Pai, em união indizível com
O Pai, e a Sua obra é a criação do mundo - mais ainda - a sua re-criação.
Senhor !, como és grande ! Como é maravilhosa a obra das
Tuas mãos !