Rainha de Aragão e mãe da rainha STA Isabel de Portugal. A
sua bondade era grande e Dante colocou-a no “Paraíso” da “Divina Comédia”.
Números 21, 4-9 ; Sal 101, 2-3.16-21 ; João 8, 21-30
NÓS SOMOS ULTRAPASSADOS (Núm. 21,4-9). A experiência do
cristão, sabemo-lo, passa pelo deserto. Não um deserto de areia sobrevoado num
avião a jacto ou percorrido no dorso dum camelo, mas o banal deserto da nossa
existência quotidiana: um tempo - se meditássemos nisto ! - preenchido pelo diálogo
e descoberta do outro. Já vivemos a experiência do que pode ser a vida sem
Deus. E gritamos aO Senhor: “Não escondas a tua face no dia da minha angústia”.
Então, ao ver nas feridas dO crucificado as nossas próprias feridas,
descobriremos um dos traços mais perturbadores do Amor maravilhoso que nos
possui e compreenderemos que o nosso pecado é, para Deus, um mal bem pior do
que para nós. Nos momentos mais escuros em que me julgo nos antípodas do amor,
afinal é quando Ele está mais próximo de mim do que eu do meu ser dividido...
“Senhor, escuta a minha oração !”
A VERDADE TODA INTEIRA (João 8,21-30). A tensão cresce
entre Jesus e as autoridades religiosas, com a Sua identidade a continuar-lhes
escondida. Jesus vive esta tensão sem se desviar do Seu propósito porque está enraizado na Sua relação com O Pai, “que jamais O deixa sozinho”. Consigamos
tempo para nos determos no laço que une o Pai aO Filho e peçamos aO Espírito
Santo para nos levar à verdade toda inteira : a verdade de Jesus Cristo,
verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que apenas o acontecimento pascal revela em
plenitude.
Sim !, o “Um da Trindade” assumiu, livremente e por amor, a
nossa condição humana para nos reconduzir aO Pai !