Para colmatar a falta de mestres com qualidade este
sacerdote, nascido em Reims numa família nobre, fundou o “Instituto das escolas
cristãs” que promoviam as 12 virtudes entre os mestres :gravidade, silêncio,
discrição, prudência, sabedoria, paciência, reserva, bondade, piedade, zelo,
vigilância, generosidade. Padroeiro dos educadores desde 1950.
Daniel 13,1-9.15-17.19-30. 33-62 ; Sal 22,1-6 ; João
8,1-11
“TAMBÉM EU NÃO TE CONDENO…” (João8,1-11). Contemplemos como,
com a Sua palavra, Cristo abre um futuro à mulher adúltera. Palavra que
distingue a pessoa dos seus comportamentos e a faz sair da confusão : há
orientações que conduzem à vida, mas há outras que levam à morte. Então não
tenhamos medo de expôr-nos à palavra da verdade, tal como somos e não como gostaríamos
de ser. Aceitemos o que ela vem trazer de ordem à nossa vida tantas vezes caótica
e “sobrecarregada” pelo fascínio de “ídolos” de múltiplos rostos. É necessário
que esta palavra de Jesus não deixe de ressoar no nosso coração, que ela seja
como música de fundo que habita a nossa alma e a mantém numa atmosfera de paz.
Dificilmente faremos o bem num ambiente de temor, no máximo
evitaremos o mal. Mas se nos soubermos perdoados por Deus (dom sempre
renovado), veremos crescer em nós o desejo, em troca, de amar, de ser e agir
como filhos de Deus. Mas temos que ir ainda mais além, na tomada de consciência
do perdão de Jesus: tal como a mulher adúltera, nós estamos “à Sua frente”. É
pois necessário que durante esta Quaresma cultivemos mais este face a face, que
não escondamos o nosso rosto e que, ao contrário, olhemos para a face
desfigurada e humilhada de Cristo para nela descobrirmos a Sua ternura por nós.
Ajuda-me Senhor a contemplar-Te na Paixão ! Esquecerei então
quer os maus desejos do meu coração, quer os fariseus que me acusam e, sem
mesmo dar por isso, deixarei de pecar.