Sacerdote carmelita italiano. No dia da sua ordenação a
Virgem disse-lhe: “Tu és o meu servo, eu escolhi-te e serei glorificada por
ti”. Deus deu às palavras de André, como Bispo de Fiesole, uma unção e uma
força maravilhosas que convertiam os pecadores e favoreceu-o com o dom dos
milagres.
1João 4,19-5,4 ; Sal 71, 2.14.15dc.17 ; Lucas 4,14-22a
LITURGIA DA PALAVRA (Luc.4,14-22a). Jesus volta à terra da
Sua infância, à vila de Nazaré, onde havia sido anunciado pelo anjo a Maria. E
eis que, nesta cena, com solenidade e simplicidade, a Palavra regressa a Si
mesma : Jesus pega nO Rolo, o sentido toma o Texto, O Espírito toma a Letra, O
Novo Testamento em pessoa pega nO Antigo pela mão e a Palavra faz para nós a
Sua própria exegese, explica-se a Si mesma ! Na outra ponta do evangelho de
Lucas, a caminho de Emaús, passa-se uma situação semelhante quando - a começar
por Moisés e percorrendo todos os profetas - Jesus interpreta as Escrituras que
lhE dizem respeito. É, verdadeiramente, uma epifania esta revolução do Antigo
Testamento sobre si mesmo -as escrituras eram formadas por vários rolos- esta
revelação do seu sentido “por” e “em” Jesus.
O profeta Isaías - profeta cujas profecias nos iluminaram
durante o tempo do Advento e, depois, neste tempo de Natal - falava já dum
Pentecostes que Se partilha connosco, porque O Espírito está sobre cada um de
nós. Procuremos ser servos da Palavra, e manejar O “Livro” como o próprio
Jesus, pausadamente. Demos a Jesus o tempo necessário para O desenrolar na
nossa liturgia, para O desenrolar no nosso coração.
Será inútil ler muito de cada vez : apenas o bastante para o
dia de hoje.