Liturgia Semanal

Inspirado nas Meditações Bíblicas. Irmãs Dominicanas de Taulignan. Supl. Panorama. E. Bayard. Paris.

6 de janeiro de 2014

SEGUNDA-FEIRA – 6/JANEIRO/2014 STO ANDRÉ BESSETTE (1845-1937).



Religioso do Quebec da “Congregação de Santa Cruz”. Frei André Bessette multiplicava as curas milagrosas e fez construir em Montreal, no Canadá, o célebre Oratório de S.José. Foi canonizado em 2010 pelo Papa Bento XVI.

1João 3, 22 - 4, 6 ; Sal 2, 7-8.10-11 ; Mateus 4,12-17. 23-25

TORNAR-SE FILHO BEM-AMADO (Sal.2,7-8.10-11). Diante do Presépio, ganha corpo este versículo do Salmo 2 : “Tu és O Meu Filho; Eu Hoje Te gerei”. A história desta criança de mama é a epifania - manifestação - da beleza frágil de qualquer vocação. Através das pobrezas e riquezas, cada um de nós é chamado a tornar-se filho bem-amado dO Pai, alguém que Ele acarinha com amor especial. Tomar a medida “deste amor sem medidas”, como dizia STO Agostinho, dá vertigens !


O FENÓMENO–PALAVRA (Mat.4,12-17.23-25). Após a Epifania, a liturgia orienta-nos o olhar para um Jesus adulto. Assim como Jesus não esperou para Se pôr “ao serviço de Seu Pai”, também nós não devemos tardar a fazê-lo. Aliás, a Epifania está exactamente aí, no desenvolvimento da Palavra que - a partir de agora, irreversível e irresistível - por sua exclusiva força, e até pelos seus aparentes falhanços, ganha progressivamente terreno. Raiou a aurora sobre a região das trevas: um homem caminha, fala e cura. Ele anda, como se fosse um dispensário ambulante, sem mais instrumentos a não ser Suas palavras nuas: palavras que são mãos que acariciam, que circunscrevem o mal e mantêm imobilizadas as forças da morte. Jesus é O único homem do mundo nO qual nunca pôde observar-se qualquer desfasamento entre as palavras e as mãos, entre o que disse e o que fez, entre o que ensinou e a Sua vida. Ele tomou as palavras - Suas próprias palavras - firmemente com as mãos. Sim, as Suas palavras são as Suas mãos ! É este O Milagre e os demais milagres que daqui resultam são meros pormenores. E eis que, com a exigência de uma lei natural, esta grande “aproximação de Deus” apela ao nosso regresso. Na verdade, visto O Reino nos ter concedido a graça de Se aproximar de nós, é necessário irmos ao Seu encontro.

É isto a conversão.