No coração do mês de Fevereiro, em pleno inverno, festejamos
os pastorinhos de Fátima. As crianças Francisco e Jacinta Marto, a quem Nossa
Senhora apareceu, são sinal de que nas trevas da noite mais escura continua a
brilhar aquela que será sempre a “Stella Matutina”, “Estrela da Manhã”. “Olha
para Maria e começa a voar !”. As aparições da Virgem ocorreram em 1917 a 3
pastorinhos: Lúcia (10 anos), Francisco (9 anos) e Jacinta (7 anos), estava a
decorrer a 1ª Guerra Mundial, nos dias 13 dos meses de Maio, Junho, Julho,
Setembro e Outubro, em Fátima, no local onde hoje está a capelinha das
aparições, e no dia 19 de Agosto, nos Valinhos (em virtude do sequestro das
crianças no dia 13 anterior). Francisco e Jacinta morreram com a gripe
pneumónica em 1919 e 1920; Lúcia, que professou no Carmelo (morreu em 2005 com
98 anos), descreve assim, na sua 4ª Memória, a mensagem da Virgem na aparição
de 13 de Julho: “Para a impedir (guerra), virei pedir a consagração da Rússia
ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados (este
pedido concretizou-se em 1925 na aparição da Virgem à Lúcia, em Pontevedra). Se
atenderem os meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz. Se não,
espalhará os seus erros pelo mundo promovendo guerras e perseguições à Igreja,
os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações
serão aniquiladas. Por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre
consagrar-me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo
de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé”.
ORAÇÃO QUE O ANJO DE PORTUGAL ENSINOU AOS PASTORINHOS :
“Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Adoro-Vos profundamente.
Ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo,
presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios
e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. Pelos méritos infinitos do Seu
Santíssimo Coração e do Imaculado Coração de Maria, peço-vos a conversão dos
pobres pecadores”.
Tiago 2,1-9 ; Sal 33, 2-7 ; Marcos 8, 27-33
A pergunta de Jesus aos seus discípulos : “Para vós, quem
sou eu ?”, marcou certamente uma mudança na Sua vida pública : há um “antes” e
um “depois”. A resposta que Pedro deu, em nome de todos, foi também uma
resposta decisiva, e revela o que era aquele pequeno grupo de homens e
mulheres: um núcleo de crentes, reunidos para O seguirem.
Porque Jesus deseja purificar a fé dos seus discípulos,
ordena-lhes que guardem a maior descrição e começa a revelar-lhes a vocação,
que irá viver, de Servo sofredor e glorioso. Graças à nossa fé, por mais
pequena que ela seja, também fazemos parte deste círculo de discípulos. Cada um
dos nossos actos de fé introduz-nos na sua intimidade de homem e no Seu
mistério divino.
Somos seus familiares e seguimo-lo para O Reino que nos
promete.