Nasceu na República checa, nono de dez irmãos. Orfão de
pai aos 6 anos, teve de trabalhar como padeiro e só em 1785 foi ordenado
sacerdote Redentorista, num tempo em que a maçonaria racionalista perseguia a
Igreja. Lutou abnegadamente para consolidar a sua congregação na Polónia e nos países germânicos. Para ensinar os jovens, não tinha vergonha de pedir. Canonizado
por Pio X em 1909.
Deuteronómio 26,16-19 ; Sal 118,1-2. 4-5. 7-8 ; Mateus 5,
43-48
HOJE (Deuteronómio 26,16-19). Os versículos do Deuteronómio
são compassados pelos “hoje”, único momento que nos “pertence” enquanto lugar
de escolha : abrir-nos à presença de Deus ou ignorá-lO, escutar a Sua Palavra e
pô-la em prática ou (como na parábola do semeador), deixá-la desfalecer à beira
do caminho ou abafar pelos espinhos dos cuidados. Não esqueçamos como o
acolhimento da Palavra é fonte duma “alegria”, celebrada na na tradição judaica
no oitavo dia da “festa das Tendas”, denominado “alegria da Tora”.
PERFEITOS COMO VOSSO PAI (Mateus 5,43-48). Mateus está a
exagerar ! Como pode Jesus pedir para ser perfeitos como o próprio Pai é
perfeito? É que ser perfeito, apesar das nossas insuficiências, é olhar para a
meta final que Deus propõe a todos os homens. Ele faz nascer o sol sobre os
bons e os maus e convida todos a serem imagem dO Seu Filho, Jesus Cristo, que
perdoou até aos inimigos. O que nos é portanto pedido é vermos qualquer homem
como alguém a caminho para esta meta: todos são amados e destinados a tornar-se
filhos e a responderem ao amor sem limites de Deus.
E é o nosso próprio perdão que é requerido para os pôr
a caminho.