S. João de Deus procurava sem saber sequer o quê. Por fim
descobriu: buscava a misericórdia. Com 9 anos fugiu de casa, em Portugal, e foi
viver em Toledo, Espanha. Fez de tudo um pouco: foi soldado no exército de
Carlos V, trabalhou como vendedor ambulante de estampas e livros religiosos.
Abriu uma loja em Granada e, após ouvir um sermão de João de Ávila, dedicou a
vida aos pobres e aos doentes. Alugou uma casa onde recolhia os mais necessitados
e, todos os dias, saía para a rua a pedir esmola, com duas marmitas ao pescoço,
dizendo: “Irmãos, fazei bem a vós próprios”. Após 10 anos de trabalho duro no
hospital dos “Irmãos da Caridade” que fundara, adoeceu e morreu, não sem antes
ter abençoado a cidade de Granada onde encontrara a misericórdia de Deus.
Isaías 58, 9b-14 ; Sal 85,1-6 ; Lucas 5, 27-32
MENDIGOS DA SALVAÇÃO. O comportamento de Jesus confunde os
fariseus. Eles gostariam de O ver jejuar e suspeitam que ande com más
companhias. Levi e Zaqueu acorrem ao apelo dO Mestre. A prontidão da sua
obediência traz-lhes a alegria de O acolherem em sua casa, de partilharem a
refeição com Ele. E se todas estas histórias tiverem o seu ponto de encontro em
torno da mesa da eucaristía ?
A Igreja é uma assembleia de pecadores perdoados, de doentes
em via de cura, de irmãos e irmãs mendigos da salvação de Deus.